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11/01/2017
Empresa familiar com dimensão global
J.Prior tem no mercado nacional grande parte dos clientes, mas está a apostar forte nos mercados internacionais

Criada em 1977, em Vagos, por José Creoulo Prior, a J.Prior- Fábrica de Plásticos, Lda. tinha como atividade principal a conceção e produção de produtos em plástico destinados à agricultura. Agora é muito mais do que isso, dividindo-se em dois sectores bem definidos e com objetivos autónomos: o desenvolvimento e produção de sistemas de rega, comercializadas com a marca ‘marlux’ e serviços de injeção de plástico para a indústria em geral.

O sucesso da empresa deveu-se fundamentalmente à capacidade inventiva do seu fundador, que também era produtor agrícola. Mantendo uma gestão comum a um grupo de empresas, Carlos Neves, um dos três gerentes da empresa, explica que “aproveita sinergias de grupo e procura as vantagens da complementaridade entre elas, com o objetivo último de estarmos no mercado com resposta global nas áreas em que operamos”. Esta PME Líder do sector da indústria tem vindo a crescer nos últimos cinco anos entre 10% e 15% ao ano, tendo em 2014 ultrapassado um volume de negócios de 9,5 milhões de euros.

E se o mercado nacional ainda é o mais importante, o ano passado a empresa passou a barreira dos 20% de exportação direta. Além disso, Carlos Neves explica que “como na injeção de plástico fornecemos empresas fortemente exportadoras, a exportação indireta representa cerca de 50% da nossa produção”.

No mercado intracomunitário, a J.Prior exporta para Espanha, o principal mercado, França e Polónia. Fora da Europa exporta para os Estados Unidos, onde está há pouco tempo. Carlos Neves admite que a entrada neste país é o início de “uma nova fase” da internacionalização. Para tal, a empresa sentiu necessidade de investir de forma significativa em meios humanos e técnicos.

No futuro, a estratégia passa por continuar a apostar nas duas áreas de negócio, sendo que na injeção de plásticos “o enfoque de crescimento será o mercado externo” e, nomeadamente, o alargamento para outros mercados.

A empresa está também empenhada em “reforçar as componentes inovação e desenvolvimento, com o objectivo claro de termos uma presença importante ao longo da cadeia de valor”. Para isso, Carlos Neves esclarece ter em curso projetos de I&D, com a colaboração de universidades, visando “desenvolver produtos e ganhar competências”.

Quanto à importância da distinção de PME Líder, Carlos Neves não tem dúvidas de que tem grande impacto na imagem positiva da empresa. Aliada ao estatuto de Excelência, “transmite confiança aos parceiros de negócio”. Mas o gerente destaca que ser PME Líder ou Excelência “não é um objetivo, mas sim o resultado de um esforço de todos os colaboradores da empresa”.

in Diário Económico

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